Publicado por: A cruz de Cristo | 06/02/2010

As sardinhas e o cristianismo.

 “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.”  (Atos 20 : 35)

 Você já comeu sardinhas? Muitas sardinhas? Mas, muitas sardinhas? Talvez sua resposta seja comi, mas não tantas. As sardinhas são pequenas e tem um cheiro forte. Mas são saudáveis, pois são ricas em Omega 03, um protetor do coração. Mas mesmo assim com esta característica, não incitam a comer em demasia na maioria das pessoas, inclusive em mim.

Existe uma estrada na vida que machuca. Esta estrada –nos quais muitos brasileiros se encontram- faz você beber o cálice da amargura. Quando se esta nela bebe-se a tristeza, dos esforços em vão, das derrotas das segundas feiras, da impotência da falta de dinheiro e de sonhos não cumpridos, mas também do fracasso contemplado. Esta estrada é o desemprego, o qual diminui as pessoas na sua auto-estima, machuca, fere e entristece. Você fica desiludido de muitas coisas, impotente para saciar as necessidades básicas de alimentação. É uma ferida que cala profundo. Para alguns é uma ferida mortal!

 O salmista nos diz que jamais viu um justo mendigar o pão. A palavra de Deus é verdadeira e fiel para se cumprir nos seus filhos. Certa vez, um amado irmão me ligou para descer do prédio. Era de noite. Lembrou-me de uma pergunta simples: você e sua família gostam das sardinhas? Que pergunta pensei! Sim, ali estavam minhas mais novas amigas. Eram muitas sardinhas, mas muitas sardinhas, que o irmão havia comprado em Guarapari.

 

Que tem a ver as sardinhas com o cristianismo? Da minha parte tudo! Foi Deus que colocou no coração do amado irmão o desejo de me abençoar. Ele não sabia da minha necessidade, mas nosso Deus já sabia. Veio a minha mente a passagem onde Deus faz multiplicar os peixes. No meu caso eram sardinhas, mas eram peixinhos. Só Deus e minha família, sabem do sofrimento que foi vivenciar o cálice do desemprego. As sardinhas foram um balsamo proveniente dos céus.

 

Quando olho para trás, vejo a mão poderosa de Deus agindo com poder e graça. Talvez não sejam sardinhas o que você precisa no seu deserto, mas uma coisa é garantida, o nosso Deus é o provedor e sustentador. No passado faz multiplicar pães e peixes. No meu caso sardinhas! No seu caso, Deus já tem garantido o teu maná.

 As sadinhas foram instrumento para me abençoar. Foram tantas, que outras pessoas foram abençoadas, Lembre-se também, que outros ainda continuam nesta estrada. O próprio Jesus disse: “[...] Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.” Sim, que esse seja este nosso sentimento, com aqueles que continuam nesta estrada ou talvez em outras estradas, onde a dor impera. É só olhar arredor!

 

Seu irmão e amigo,

Aldo.


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